UM CAMINHO CHAMADO VIDA

Imagine-se na seguinte situação:

Você está num quarto escuro, todo fechado. Você tateia as paredes em busca de uma janela, até que a encontra. A janela está emperrada, você não consegue abrir. Você anda pelo quarto escuro procurando a porta, ela está trancada. Então você sai tropeçando pelos objetos do quarto, tateando o chão, os móveis, procurando a chave. Com muito esforço, você a encontra. Volta-se para a porta e, com alguma dificuldade, você a abre.

A porta dá para um enorme corredor, cheio de outras portas, que também estão trancadas. Por fim, você consegue abrir uma delas. Está agora em uma sala enorme, toda aberta e arejada. Porém, não há nada nesta sala e você a atravessa em direção à porta, que também está trancada. Após uma rápida busca, você encontra a chave, abre a porta e sai para o jardim.

O jardim é enorme, há muitas flores, arbustos e até um pomar. Curiosamente nenhuma flor é bonita e nenhuma fruta é saborosa. Você segue adiante e vai até o portão. Ele também está trancado. Você já não tem paciência para procurar a chave e resolve pular o portão. A queda não é tão alta e você cambaleia um pouco antes de se firmar no chão.

Agora você está na rua, não vê ninguém a pé ou de carro. Vai andando pela rua, passando pelos portões das outras casas, que também estão trancados. Você segue caminhando pela rua, sem se cansar, até que as casas vão sumindo e a estrada vai mudando. Você já não está mais na cidade.

Primeiro surge uma mata densa, com árvores altas e muita folhagem. E, curiosamente encontra uma chave no chão. Percebe que é a chave do portão que você pulou. A chave já não te serve de nada. Então você segue caminhando, enquanto as árvores vão mudando, a vegetação vai se tornando mais espaçadas, menos densa, com árvores menores, de troncos e galhos retorcidos. Esta vegetação também vai ficando para trás, e o ambiente fica cada vez mais árido, até que acaba qualquer tipo de vegetação. Você olha ao seu redor e percebe que está em um deserto.

Quando olha pra trás, já não enxerga os rastros da ultima vegetação pela qual passou nem as enormes árvores, nem as casas da cidade. Você decide que não adianta olhar pra trás e continua seguindo adiante. Quando menos espera, você encontra uma garrafa. Só então você percebe que está cansado, que tem sede. Você pega a garrafa e abre. A garrafa está vazia.

Então você vê que, onde estava a garrafa, havia um bilhete embaixo. Você pega o pequeno bilhete e o lê a seguinte frase: “A torneira está no quarto”.

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Sobre Camila B Hassen

Comunista, socióloga, antropóloga e jornalista. Ateísta por convicção e Atleticana por paixão.
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